Exclusivo: Decisão da justiça concede prisão domiciliar ao empresário Alex Ruaro

 Exclusivo: Decisão da justiça concede prisão domiciliar ao empresário Alex Ruaro

empresário Alex Ruaro Alves de Oliveira. Foto: Reprodução/internet

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Na segunda-feira (18), por volta das 18h39 o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Brasília-DF), concedeu o direito de prisão domiciliar ao empresário Alex Ruaro Alves de Oliveira.

A decisão foi assinada  pela desembargadora Federal Mônica Sifuentes, relatora do caso.

Ruaro foi preso em agosto de 2018, sob acusação de comandar um esquema de desvio milionário de verbas federais destinadas ao transporte escolar de seis municípios aos municípios de Alagoinhas, Casa Nova, Conde, Ipirá, Jequié e Pilão Arcado.

Polícia Federal no prédio da secretaria de Educação. Foto: Reprodução/ arquivo Google

A justiça concede prisão domiciliar com monitoramento eletrônica, ao empresário Alex Ruaro Alves de Oliveira que agora cumpre a decisão da justiça em sua residência.

Confira o a decisão abaixo:

Relembre o caso

O suposto esquema no qual Ruaro é investigado foi alvo da Operação Offerus, deflagrada pela Polícia Federal.

Ele é dono da AXMóveis, com sede bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A empresa comercializa móveis para escritórios.

No dia da operação, o empresário foi preso em seu apartamento, em um condomínio de luxo, no Horto Florestal.

No imóvel, a PF apreendeu R$ 116 mil em espécie e outros R$ 710 em uma casa de praia de Ruraro. Os agentes também apreenderem uma pistola e carros de luxo.

Segundo a PF, o dinheiro apreendido seria fruto de um esquema que consistia em fraudar processos licitatórios e posterior superfaturamento de recursos públicos destinados aos municípios de Alagoinhas, Casa Nova, Conde, Ipirá, Jequié e Pilão Arcado. Os repasses eram feitos por meio do Programa Nacional de Transporte Escolar (Pnate), do Ministério da Educação.

De acordo com a PF, o valor dos contratos relacionados ao esquema investigado totaliza R$ 130 milhões. Somente em Alagoinhas e Casa Nova, entre 2009 a 2017, a investigação apontou que o superfaturamento chegou a R$ 38 milhões.

Em setembro do ano passado, ministros da Segunda Turma do STF já haviam negado um pedido de habeas corpus ajuizado pela defesa do empresário.  Meses antes, uma liminar que tentava o relaxamento de prisão também fora rejeitada pelo  STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Fonte: Tribunal Regional Federal – 1ª Região (Brasilia-DF)

Matéria apurada por: Radialista Nayla Brito

Escrito por: Radialista Patrícia França

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