89% das famílias valorizam mais os professores após a pandemia, aponta Datafolha

 89% das famílias valorizam mais os professores após a pandemia, aponta Datafolha
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Os professores passaram a ser mais valorizados por pais, responsáveis e alunos da rede pública de ensino durante a pandemia de covid-19, aponta levantamento do Datafolha encomendado por Itaú Social, Fundação Lemann e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com a pesquisa divulgada na sexta-feira (15), 89% dos responsáveis reconhecem que os docentes têm um trabalho mais desafiador do que acreditavam antes da pandemia de covid-19.

Outros 89% assumem que ser um bom professor exige mais preparo do que acreditavam e 67% avaliam que os alunos passaram a respeitar mais os professores. Participaram da pesquisa 1.301 responsáveis que responderam por um total de 1.846 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 18 anos da rede pública, em todas as regiões do país.

 — Foto: Arte: g1

— Foto: Arte: g1

“Quando as escolas foram fechadas como medida sanitária para conter a disseminação do coronavírus, os professores tiveram um enorme desafio para se adaptarem às aulas remotas. Alguns não tinham familiaridade com a tecnologia ou sequer possuíam equipamentos ou conexão adequada. Mesmo assim, se reinventaram e trouxeram iniciativas de extrema importância para a continuidade do aprendizado das suas turmas”, explica a superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann.

Professora da Escola Estadual de Pontezinha, em Pernambuco, Priscilla Ramos é um destes professores. Responsável por uma turma de 2º ano do ensino fundamental, ela se reinventou para garantir que a pandemia não prejudicasse tanto a alfabetização de seus alunos.

Para isso, Priscilla criou um projeto de biblioteca itinerante para estimular a leitura dos alunos e passou a se fantasiar como personagens das histórias para as aulas remotas. “Eles ficavam curiosos para saber como eu estaria vestida para a próxima aula e não faltavam, além de terem se tornado mais participativos”.

 recompensa foi ver o desenvolvimento da escrita e da leitura de seus alunos e o reconhecimento dos pais. “Eu cuido de uma sala com 24 crianças e eles tiveram que se adaptar para cuidar de uma ou duas, então passaram a entender a complexidade do trabalho do professor”, diz.

“Se eu tiver conseguido garantir 1% a educação das crianças e estimulado a curiosidade delas durante este período tão difícil que vivemos, já fico satisfeita”, afirma Priscilla.

***g1

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